Parece que o bichinho do selfhost me mordeu de novo. Que ódio. Secretária do SindiAutista, atendemos apenas em horários inconvenientes. Eu sou a Mafalda que cresceu. Rótulos meramente orientadores, prossiga com (muita) cautela: :ActuallyAutistic: :anarchy: :heart_bi: :gfluid: SP - Brasil
Parece que o bichinho do selfhost me mordeu de novo. Que ódio. Secretária do SindiAutista, atendemos apenas em horários inconvenientes. Eu sou a Mafalda que cresceu. Rótulos meramente orientadores, prossiga com (muita) cautela: :ActuallyAutistic: :anarchy: :heart_bi: :gfluid: SP - Brasil
ENQUETE PARA AUTISTAS
Se não for autista, não responda
Buste bem-vindo :boost:
Temple Grandin, acadêmica na área de zootecnia, é pessoa autista e também se dedicou a estudar de forma independente, mas apaixonada, as particularidades do espectro.
Grandin é particularmente fã da abordagem cerebralista, apresentando seus argumentos em alguns livros, um deles notavelmente "O cérebro autista: pensando através do espectro". Para ela, o cérebro é a casa do autismo e os avanços na neurociência irão, inevitavelmente, contribuir para a definição de um diagnóstico com marcadores biológicos via tomografia.
Uma particularidade da sua proposição é que o cérebro autista seria hiperespecializado em algum tipo de conexão, dando origem a três formas prioritárias de pensar pensamentos: verbal-lógica, visual e em padrões.
Verbal: Os autistas que pensam prioritariamente em lógica verbal não costumam ter atraso de fala, têm excelente conhecimento de palavras, facilidade em aprender idiomas estrangeiros (especialmente as modalidades escrita e lida), guardam uma extensa lista de fatos, e têm uma voz interna forte, categorizando coisas por palavras. Frequentemente, têm dificuldade de pensar visualmente e costumam ter dificuldades com desenhos e pinturas - mas não é uma regra.
Visual: pessoas autistas que pensam primariamente visualmente, como a própria Grandin, não pensam em palavras, mas em imagens vívidas em sequência. Muitos têm memória fotográfica, costumam categorizar coisas com base nas imagens de objetos concretos, mas podem também encontrar padrões em imagens. Têm especial dificuldade com linguagem abstrata que não possam associar a objetos.
Em padrão: típico de autistas com boa capacidade matemática, campeões de xadrez e programadores, têm prioridade de pensar em esquemas não-verbais e não necessariamente visuais, enxergando padrões e agrupando coisas em categorias matemáticas ou musicais. Costumam ter gosto por linguagem não-verbal e podem ter ainda mais dificuldade com a linguagem escrita que os visuais.
Obviamente, são classificações genéricas, que não definem as pessoas, nem são capazes de estabelecer um destino, já que a educação é um processo insistente e paciente que pode lançar mão de diversas táticas auxiliares.
Dito tudo isso, qual sua forma prioritária de pensar?
